Casino Nobile
O palácio principal da quinta da Villa Torlonia, o Casino Nobile foi transformado no início do século XIX pelo arquiteto Giuseppe Valadier numa sumptuosa residência neoclássica para a riquíssima família bancária Torlonia, completa com um pórtico semelhante a um templo e salas ricamente pintadas a fresco e estucadas. De 1925 a 1943 toda a vila serviu de casa privada de Benito Mussolini, que a arrendou por uma lira simbólica ao ano e viveu nestas mesmas salas. Restaurado como museu, o Casino expõe agora a coleção da "Escola de Roma" de pintura e escultura do final do século XIX e início do XX nas suas salas restauradas — entre os museus-casa menos concorridos e mais evocativos da cidade.
Mussolini's Bunker
Sob a Villa Torlonia, onde Mussolini viveu durante a maior parte do seu governo, encontra-se uma série de abrigos antiaéreos escavados para o ditador e a sua família à medida que a Segunda Guerra Mundial se aproximava. Os primeiros eram caves acanhadas reforçadas a cimento; o último e mais fundo, iniciado em 1942, era um verdadeiro bunker sepultado a vários metros de profundidade, com portas estanques a gás e sistemas de filtragem do ar, ficado incompleto quando o regime caiu. Claustrofóbicos e despojados, os abrigos são um perturbante contraponto às grandes salas lá de cima — o medo privado por detrás da arrogância pública. Podem explorar-se em circuitos guiados, que descem através das diferentes gerações de abrigo; a reserva antecipada é indispensável.
Swiss Chalet
Este bizarro edifício nasceu por volta de 1840 como "Cabana Suíça" — um chalé ao estilo suíço construído como retiro rústico nos jardins Torlonia. A partir da década de 1910 o arquiteto Giovanni Battista Gennari transformou-o numa das estruturas mais encantadoras de Roma: a "Casina delle Civette", a Casinha das Corujas. Assim chamada pelos motivos de coruja que se repetem por toda a parte, é um fantasioso chalé em estilo Liberty de torreões, loggias, azulejos e, sobretudo, esplêndidos vitrais — as suas janelas brilhando de libélulas, flores, pavões e, claro, corujas. Serve hoje de museu do vitral artístico, um escrínio de artesanato Arte Nova escondido no parque.