Egyptian Obelisk
No coração verde da Villa Celimontana ergue-se um pequeno mas autêntico obelisco egípcio antigo — um dos mais pequenos dos treze obeliscos espalhados por Roma, mais do que os que restam de pé no Egito. Originalmente parte de um par trazido do Egito e colocado junto a um antigo templo de Ísis perto do Panteão, teve uma história errante através da cidade medieval. Em 1582 a cidade de Roma ofereceu-o à família Mattei, proprietária desta vila na colina, e foi por fim erguido no seu pequeno outeiro entre as árvores. É o tipo de objeto silenciosamente surpreendente em que Roma é especialista: um monumento faraónico de 3000 anos que fica quase despercebido num sombrio parque de bairro.
Villa Mattei
A elegante vila quinhentista no centro do parque do Célio foi construída para Ciriaco Mattei, membro de uma das grandes famílias nobres de Roma e notável colecionador de antiguidades — Caravaggio pintou para os Mattei, e estátuas antigas enchiam outrora os seus jardins. A família ajardinou o terreno em redor como um dos jardins privados mais admirados da Roma do final do Renascimento. Hoje a vila acolhe a Sociedade Geográfica Italiana, com a sua rica biblioteca e as coleções cartográficas, ao passo que os jardins se tornaram um parque público. Sombreado por antigas azinheiras e semeado de fragmentos clássicos, está entre os espaços verdes mais requintados e menos conhecidos do centro — a cinco minutos do estrondo do Coliseu e, ainda assim, completamente tranquilo.
Piazza della Navicella
A praça à entrada da Villa Celimontana deve o nome — "a barquinha" — a uma encantadora fonte de mármore em forma de pequeno barco romano que se ergue diante da igreja de Santa Maria in Domnica. O barco é uma cópia quinhentista assente sobre uma base antiga, mas o original era uma autêntica oferenda votiva romana, talvez deixada por marinheiros. A igreja atrás dela é uma joia silenciosa, com um resplandecente mosaico absidal do século IX que mostra a Virgem entronizada num prado de flores. A pequena praça, na crista da colina do Célio, é um daqueles cantos negligenciados onde a Roma antiga, medieval e renascentista convivem com naturalidade.